Michelin termina em grande as 100 milhas de Sebring

A Equipa Alpine Elf Matmut tira partido dos seus novos pneus MICHELIN Hypercar para alcançar a vitória absoluta no Campeonato do Mundo de Resistência da FIA. Já o vencedor em LM GTE Pro foi o Porsche 911 RSR 19 #92, de Kevin Estre e Michael Christensen, também eles com pneus Michelin
Era suposto os participantes na primeira ronda do Campeonato do Mundo de Resistência da FIA (FIA WEC), as 1000 Milhas de Sebring, terem percorrido uma distância de 1609,44 quilómetros, ou enfrentado uma duração total de corrida não superior a oito horas. Porém, o mau tempo que se fez sentir durante os últimos sessenta minutos de prova levou a que esta fosse interrompida com bandeira vermelha, antes de ser cancelada definitivamente, quando faltavam catorze minutos para o final.
O Circuito Internacional de Sebring, com 6019 quilómetros de extensão e 17 curvas, está situado num antigo aeródromo do exército dos EUA, e é o mais antigo circuito permanente do país. Atualmente, mais de sete décadas depois de ter acolhido a primeira competição, em 1950, a pista continua a ser muito rápida, e, também muito irregular, devido aos seus diferentes tipos de asfalto.
É um cenário que contrasta com os modernos protótipos Hypercar e LM GTE que participam no FIA WEC, a maioria dos quais correu com pneus MICHELIN na primeira ronda da temporada. O vencedor, o Alpine Elf Matmut A480-Gibson, por exemplo, competia, pela primeira vez, com pneus Hypercar 31/71-18 nas quatro rodas.
“A equipa Alpine Elf Matmut teve que ajustar o seu protótipo depois de mudar os seus pneus LMP1, com que competiu em 2021, pelos novos pneus Hypercar”, assina Pierre Alves, diretor dos Programas de Corridas de Resistência da Michelin. “Após o final da temporada passada, trabalhámos com eles em várias sessões de testes, para que os seus pilotos pudessem adaptar-se à nova gama de pneus em diferentes circuitos. Este trabalho deu os seus frutos em Sebring”.
O segundo classificado em Sebring, o Toyota GR010-Hybrid com o número 8, também montava pneus novos face aos da temporada passada: 29/71-18 no eixo dianteiro, e 34/71-18 no traseiro, ao invés dos 31/71-18 que montava antes em ambos os eixos. Isto equivale a pneus mais largos nas rodas traseiras, as quais são propulsionadas pelo motor de combustão interna. O Glickenhaus #708 utilizou a mesma configuração para terminar as 1000 Milhas de Sebring no terceiro posto.
Consistência dos pneus em todas as condições de pista encontradas na Florida
As condições climatéricas variaram consideravelmente entre as sessões do Prólogo do FIA WEC, que também teve lugar em Sebring, e a primeira prova da temporada. Durante os testes coletivos de pré-temporada registaram-se temperaturas mais baixas (inferiores a 15ºC), que se elevaram muito quando do início da corrida ao meio-dia (hora local) de sexta-feira, 18 de março, quando os técnicos da Michelin registaram temperaturas no ambiente e no asfalto de 33ºC e 38ºC, respetivamente.
“A temperatura foi ainda mais elevada em determinadas partes da pista”, sublinha Pierre Alves. “As propriedades dos diferentes tipos de superfícies que compõem o circuito de Sebring fazem com que o calor seja absorvido de forma diferente, e tal tem impacto nos níveis de aderência. As superfícies de cimento na reta de meta, por exemplo, estavam mais frias que a mayor parte do resto do traçado”.
As equipas que competem na classe LM GTE Pro utilizaram uma nova gama de pneus desenvolvidos para oferecer a mais elevada performance de forma constante. “O objetivo principal do nosso trabalho não era conseguir os tempos por volta mais rápidos, dado que os nossos parceiros não tinham problemas nesse domínio”, explica Pierre Alves. “O nosso foco esteve mais em garantir consistência, performance volta após volta, e os dados que recolhemos em todas as condições a que assistimos em Sebring confirmam que foi os nossos engenheiros alcançaram justamente isso. De facto, muitos dos nossos parceiros obtiveram as suas melhores voltas no final dos segundos stents com os mesmos pneus, ou seja, quando estes estavam mais desgastados”.
As equipas no pódio das 1000 Milhas de Sebring
O protótipo #36 da equipa Alpine Elf Matmut tripulado por André Negrao, Matthieu Vaxivière e Nicolas Lapierre, alcançou a vitória na classe Hypercar, na frente do Toyota GR010-Hybrid #8 (Sébastien Buemi/Ryo Hirakawa/Brendon Hartley) e do Glickenhaus #708 (Olivier Pla/Romain Dumas/Ryan Briscoe).
O vencedor em LM GTE Pro foi o Porsche 911 RSR 19 #92, de Kevin Estre e Michael Christensen, que terminou na frente do Corvette C8.R, de Nick Tandy/Tommy Milner, e do Porsche 911 RSR 19 #91, de Gianmaria Bruni/Richard Lietz.
A classificação da categoria LM GTE Am foi encabeçada pelo Aston Martin Vantage AMR #98 da NorthWest AMR (Paul Dalla Lana/David Pittard/Nicki Thiim), que terminou na frente do carro #33 da TF Sport (Marco Sorensen/Ben Keating/Florian Latorre). O Porsche 911 RSR 19 #56, de Brendan Iribe/Oliver Millroy/Ben Barnicoat, foi terceiro.




